A VIDA COMUNITÁRIA DE DONA SANTA: Uma benzedeira negra nos pampas gauchos

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A obra sobre “A Vida Comunitária de Dona Santa: uma Benzedeira Negra nos Pampas Gaúchos” é resultado de duas escolhas preponderantes, a primeira, sem dúvida a militância no movimento negro, que faz palpitar o desejo de buscar referências negras e transformá-las em escrita, tornando muitas vezes personalidades marcantes, mas invisíveis em registros importantes para a posteridade e a outra o ingresso na academia com o propósito de transformar estas histórias de via em trabalhos acadêmicos.

Ela foi idealizada durante a escrita da monografia de conclusão do curso em Educação e Diversidade Cultural da Universidade Federal do Pampa (campus Bagé) quando desejava escrever sobre a vida de uma mulher negra bajeense como trabalho de conclusão de curso, depois de algumas pesquisas cheguei à conclusão de que abordagem sobre a trajetória de vida de Alexandrina Penha da Conceição, consagrada pela comunidade como dona Santa atenderia ao rigor acadêmico, mas principalmente a ressignificação de uma história de resgate aos valores civilizatórios afro-brasileiros.

O embasamento teórico-conceitual foram utilizados autores dos estudos culturais, destacando Stuart Hall e pós-estruturalismo como Michel Foucault, utilizei como metodologia de pesquisa para obter os resultados a história oral, tendo como teóricos fundamentais, Alessandro Portelli e Thompson. Os dados foram compostos a partir da entrevista oral de três pessoas que conviveram com a Dona Santa.

Está organizada de forma a compreender aspectos fundamentais da sua trajetória de vida; a familiar e comunitária que se confundem entre si, representada, por exemplo, nos encontros familiares nos torneios que envolviam as equipes de futebol do bairro, das quais seus filhos participavam.  A fé através das benzeduras que promovia a cura do corpo e da alma dentre curando diversas enfermidades como “sapinho”, Quebranto, Empate, algumas rezas estão descritas no livro, bem como chás utilizados como tratamento fitoterápico pela Dona Santa.

 A festa de São Cosme e São Damião, que continua a ser realizada pelos seus descendentes na comunidade da vila Gaúcha, na cidade de Bagé. Consolidou uma rede de fraternidade e solidariedade e de acolhimento a todos que a procuravam. Festa que conforme os relatos das entrevistadas, na época as aulas eram interrompidas mais cedo na escola do bairro, pois era o evento mais esperado pela criançada. A festa continua a ser realizada pelos familiares desde o falecimento da dona Santa, uma tradição na cidade de Bagé (RS).

Suas benzeduras foram legitimadas muitas vezes pela medicina tradicional, em uma cidade conservadora, o que demonstra a dimensão do respeito que obteve durante sua trajetória de vida comunitária de amor e dedicação ao próximo. Ela nos deixou como legado a solidariedade fazendo o bem a todos sem qualquer distinção.

Capítulo I 

A HISTÓRIA ORAL EMERGINDO OS SABERES E FAZERES DE DONA SANTA

Capítulo II 

A VIDA EM FAMÍLIA E A LIDERANÇA COMUNITÁRIA ENTRELAÇADAS

Capítulo III

A DEVOÇÃO E A FESTA DE SÃO COSME E SÃO DAMIÃO

Capítulo IV

A ESPIRITUALIDADE: AS PRÁTICAS DE REZAS, BENZEDURAS E CURAS

Capitulo V

OS CHÁS: MEDICINA POPULAR A SERVIÇO DA CURA

Capítulo VI

AS HOMENAGENS PÓSTUMAS

Capítulo VII

O LEGADO DE DONA SANTA

Referências

 

Acabametno Capa Fosco

Brochura

Paginas: 68

Formato: 16x23

Isbn1; 978-65-87700-07-6

 

O autor:

Luis César Rodrigues Jacinto, é Filho de dona Neusa e seu Arami, nasceu em 18 de julho de 1967 na cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, numa região conhecida como campanha gaúcha por ter como base econômica, a pecuária e por possuir latifúndios e conservadora. Possui dois filhos biológicos, Larissa e Luis César Júnior.  Possui graduação em Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), especialização em Educação e Diversidade Cultural e mestrado em Ensino pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa). É professor da rede pública estadual do Rio Grande do Sul.

Líder comunitário, militante do Movimento Negro com ações empreendidas nos últimos 22 anos, nas áreas da educação, saúde e cultura organizando eventos em diversos municípios da região, que contribuíram com a visibilidade da população negra no Brasil. Pesquisador da História e cultura afro-brasileira realizando formações pedagógicas na perspectiva da temática étnico-racial com ênfase na população negra no âmbito regional. Fundador e primeiro presidente do Centro de Estudos e Cultura Afro-brasileiro Kilombo da cidade de Bagé é também membro fundador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas Oliveira Silveira da Unipampa (campus Bagé).

 

 

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