ECOCAPITALISMO E SUSTENTABIILIDADE – Empresas no Brasil e ISO 14001

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Entendemos que as ciências sociais podem oferecer uma contribuição muito significativa para a compreensão da questão ambiental, uma vez que envolvem aspectos da maior relevância social, política, econômica e ideológica. Objetivamos analisar fatores que levam empresas no Brasil a implantar sistemas de gestão ambiental para obter um registro de conformidade com a norma 14001 da International Organization for Standartization - ISO. A rapidez do processo de certificação de organizações poderia representar uma tendência a que o sistema industrial capitalista estaria a se reformar do ponto de vista ecológico, incorporando a variável ambiental no centro de suas decisões sobre a adoção de novos processos que tornariam compatíveis as atividades produtivas com a preservação do meio ambiente. As empresas certificadas pesquisadas foram: Bahia Sul Celulose (Mucuri-BA); Riocell (Guaíba-RS); Eliane Gres Porcellanato (Criciúma-SC); Hering (Blumenau-SC); Les Bernaches/GR Restaurantes de Coletividade (São Paulo-SP); Alpargatas-Santista Têxtil (Americana-SP); Tetra Pak (Monte Mor-SP); e Brasil Amarras (Niterói-RJ). Estas os permitiram fazer considerações sobre a seguinte reflexão: um ecocapitalismo estaria a se anunciar e a busca do certificado ISO 14001 seria a sua prova, uma materialização da corrida empresarial para um desenvolvimento sustentável? Valores ambientalistas estão presentes no discurso das organizações que detêm o certificado ISO 14001. Tal fato exigiu-nos que, para a construção do nosso objeto de pesquisa e adoção do enfoque teórico, realizássemos pesquisas exploratórias de campo, visitando os empreendimentos. A percepção do "jeito de fazer as coisas" nessas empresas, o nosso contexto inicial de produção científica, o recorte temático, a centralidade do problema investigatório e o percurso metodológico empreendido e proposto estão assinalados. Em seguida nos propomos a fazer uma análise teórica do contexto em que estas experiências se inserem, como o incremento de sua racionalidade econômica e ideológica como "amigas do verde" e propulsoras de um desenvolvimento sustentável; as exigências dos mercados consumidores dos países centrais num ambiente de afirmação do neoliberalismo; e as limitações da norma ISO 14001 como propiciando uma tentativa de legitimação de produtos e de processos de produção nos marcos da lógica do industrial capitalismo. Metodologicamente, almejamos uma volta ao concreto, realizando uma análise detida do significado das respostas obtidas posteriormente, via Internet, à questão-chave: o que levou a empresa a buscar a certificação ISO 14.001? Ao mesmo tempo, identificar as especificidades e limitações quanto às potencialidades e dos aspectos que permitam uma generalidade da análise. Os resultados indicam que o ponto de partida para a busca do certificado foi dado por valores de mercado, precisamente a busca de ganho de imagem, mas com objetivos diversificados e diferenciados às empresas pesquisadas: 1) realização de marketing institucional; 2) estabelecimento de diferencial mercadológico; 3) legitimação de produtos e processos de produção poluentes. Questiona-se a ideia de um novo paradigma presente na expressão ecocapitalismo e na apropriação do significado de sustentabilidade pelo capital no contexto da “mão invisível” do mercado. Dialeticamente, damos asas ao movimento do pensamento alinhavando algumas questões teóricas que se desprenderam. Apontam-se possibilidades e potencialidades para o planeta, mediante a ação regulatória dos Estados-nações e de adoção de políticas públicas de implantação de sistemas de gestão ambiental participativos em ambientes de trabalho, instituições, comunidades e estímulos aos empreendedores, inspiradas nas normas elaboradas e previstas na série ISO 14.000. Dada à gravidade da questão ambiental o preço do fracasso, ou seja, a alternativa para uma mudança da sociedade é a escuridão.

 

Capítulo I

Construindo o objeto de investigação

Capítulo II

Gerenciamento ambiental empresarial e ecocapitalismo

Capítulo III Ecoeficiência ISO 14001 e desenvolvimento sustentável

Capítulo IV Certificação ambiental, diferencial de mercado, estado e neoliberalismo

Capítulo V A égide do mercado e a legitimação social de produtos e processos de produção no industrial capitalismo

Capítulo VI A discursividade das motivações das empresas

Considerações Finais Síntese e o movimento do pensamento

Apêndice A Roteiro das visitas direcionadas de campo

Apêndice B Registros das viagens exploratórias às empresas

Referências

Acabametno Capa Fosco

Formato: 16x23cm

Isbn: 978-65-87700-02-1

Paginas 202

 

O autor :

Bacharel em Ciências Sociais/Sociologia - Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (1983); Especialista em Ciências Sociais/Sociologia - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia (1985); Mestre em Sociologia/Estado e Sociedade - Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (1999) e Doutor em Sociologia/Estudos Comparados sobre América Latina e Caribe - Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas da Universidade de Brasília (2005). Docente universitário (1986-) na área de Ciências Sociais/Sociologia, com ênfase em Lógica da Investigação Científica. Especialista (1986-1987) e Consultor em Assuntos Educacionais (2005). Gestor em Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente: Chefe do Serviço de Cooperação e Fomento do Departamento de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Gerente do Projeto Círculos de Limpeza e Qualidade Ambiental Sustentável (1995-1996) e Chefe da Assessoria de Planejamento (1996-1997) da SEMATEC; Chefe de Gabinete do Instituto de Ecologia e Meio Ambiente e Coordenador do Programa de Qualidade Ambiental do Distrito Federal (1997-1998); Secretário do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia / Substituto do GDF (1998). Autor de dezenove trabalhos técnicos, tendo publicados dois livros, nove capítulos em livros, sete artigos em periódicos, quinze trabalhos em anais de eventos e oito cursos à distância. Pesquisador em Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Sociedade e em Epistemologia e Sociologia do Turismo. Professor Titular da Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC, Ilhéus, Bahia.

 

 

 

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